terça-feira, 19 de julho de 2016

Postando sem pensar

A rede social Facebook, mundialmente conhecida, explora com afinco uma característica da nova geração de internautas: compartilhar assuntos sem pesquisar e - pasmem - sem pensar. 
Nos últimos tempos observo que aumentou o número de postagens em que, evidentemente, há montagens descaradas. Ou seja, a notícia não é verdadeira, é falsa.

Esta foto à direita, publicada no site http://www.brasilverdeamarelo.com/suzan-richtofen-e-recepcionada-e-aplaudida-por-membros-dos-direitos-humanos/, está sendo amplamente compartilhada no Facebook por vários usuários. Mostra Suzane Richtofen grosseiramente inserida na foto, ao lado de uma sorridente Maria do Rosário. É tão clara a montagem que até a iluminação da foto sobreposta salta aos olhos, se comparada ao restante da foto original.
Outra foto que está sendo compartilhada já há alguns anos é a do Ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva lendo um livro de cabeça para baixo - e, sim, é uma montagem. Observe mais abaixo a foto original. 
A Internet parece ter um poder de fazer as pessoas não lerem mais, não se informarem mais. Não sei se é devido aos smartphones - realmente não dá vontade de ler nada num smartphone - mas as pessoas insistem em compartilhar tudo o que acham interessante (mesmo tendo visto por apenas alguns segundos), sem pesquisar a veracidade dos fatos e imagens que ali aparecem.

Já a foto da moradora de rua no Rio de Janeiro parece ser verdadeira, mas também acho muito estranha a posição e a sombra da fotografia. Suspeitei, logo, não compartilhei. Link: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/olimpiadas/rio2016/noticia/2016/07/foto-de-moradora-de-rua-dormindo-perto-de-cartaz-da-olimpiada-viraliza.html

Há outra coisa que gostaria de deixar para os leitores do blog e para os amigos do exterior que seguem minhas publicações sobre Linux. O povo brasileiro não quer as Olimpíadas. Nós não queríamos este evento em nosso país, ele nos foi imposto pelos governantes e se tornou uma fonte inesgotável de desperdiço de dinheiro público no Rio de Janeiro, levando aquele Estado à falência, já publicamente declarada. Sonhamos, aqui no Brasil, que um dia tenhamos poder real de decisão, que possamos escolher as prioridades para os grossos impostos que pagamos. 

Torçamos. Torçamos, não por um evento superfaturado que nos leva à falência, mas para que um dia tenhamos poder real de decisão em nosso país.

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